Documento datado de 1946, do cântico popular da Sra. da Peneda, que meu avô me deu ainda eu era uma garoto e que o guardo desde então...


Letra: Padre Joaquim Alves
Música: Padre Alberto Braz
Música: Padre Alberto Braz
Blogue que pretende mostrar e divulgar imagens, costumes, a fauna e a flora de uma das mais belas Serras de Portugal, a Serra da Peneda, situada no Parque Nacional da Peneda-Gerês!!!
Durante os dias que se seguiam até aos dias da festa, da pentilhota até à tapada grande, caminhava de porta em porta recebendo aqui uma bucha, ali uma tigela de caldo, além um copo de tinto, que irmãmente partilhava com a cadela. À noite, meadinha arriba, até à lapa (assim designado os aposentos de tão ilustre personagem) ali acendia o lume, um pouco de carne gorda dentro da panela, paus de giesteiro a servir de trempes, refastelava-se engrenhado nos trapos que eram os mesmos da romaria do ano passado, talvez de há dois anos...sabe-se lá, a olhar fitado os tissons. De quando em vez espetava o garavato na carne, agora trincava ele, ora lambia a cadela, come se fosse uma família. Não havia motivos entre eles para grandes desavenças. A única coisa em disputa seria a comida e mesmo esta era sabiamente dividida.
Assim se descreve a história do Romeiro mais popular que alguma vez passou pelas bandas da Nossa Sra. da Peneda. Não podia deixar de passar o meu testemunho de figura tão ilustre e que tantas saudades deixou naquela terra.