Serra do Soajo

Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
A Serra do Soajo é a montanha mais alta do distrito de Viana do Castelo, elevando-se à quota máxima de 1.416 metros de altitude. Destacam-se 4 pontos mais elevados (ordenados por cotas) acima dos 1.300 metros de altitude. A Pedrada a 1.416 metros, a Peneda/Castelo do Pedrinho a 1.374 metros, o Outeiro Maior a 1.350 metros e o Alto da Derrilheira/Runfe a 1.306 metros. 
Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
Pedrada 1.416m - Serra do Soajo
Peneda/Castelo do Pedrinho 1.374m - Serra do Soajo
Alto da Derrilheira/Runfe 1.306m - Serra do Soajo

Alto da Derrelheira/Runfe 1.306m - Serra do Soajo








Lamas de Mouro

Lamas de Mouro
Aldeia situada a 8km da Nossa Senhora da Peneda, no limite do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Lugar de visita obrigatória, Lamas de Mouro tem um vasto parque onde se podem fazer "piqueniques" e dar um mergulhinho numa piscina natural. Um dos locais mais frios de Portugal, Lamas de Mouro fica à quota de 900 metros de altitude.
 
 
 
 
 
 




Foto(s) Tirada(s) : Lamas de Mouro (25/02/2004 e 28/02/2006)

Vistas do Miradouro de Tibo - PNPG

Local de visita obrigatória. Deste ponto podemos ver a norte as aldeias da Peneda e o Beleiral. A noroeste podemos ver Roussas, a Gavieira, a Branda Bouça dos Homens, a Branda de  São Bento do Cando, a Branda de Bosgalinhas e a Branda de Junqueira. Olhando para Oeste, vemos as misturas das àguas e a Barragem do Lindoso. Deste local temos uma vista priviligiada para a Serra da Peneda, daqui conseguimos ver os pontos mais altos da Serra.
 
 
 
 
Foto(s) Tirada(s) : Tibo (24/02/2004 e 28/02/2006)

Barragem do Lindoso





 Foto(s) Tirada(s) : Barragem do Lindoso (28/02/2006)

Portela do Lagarto - PNPG

Local situado à quota de 1.113 metros de altitude, ganhou o nome de Lagarto por o penedo se assemelhar a esse réptil. Fica entre as aldeias da Peneda e de Lamas de Mouro.
Lagarto 25/02/2004 - PNPG
Lagarto 25/02/2004 - PNPG
Lagarto 25/02/2004 - PNPG
Lagarto 28/02/2006 - PNPG

Lagarto 28/02/2006 - PNPG

A Vaca Barrosã


 

A vaca barrosã é a raça bovina típica do sistema montanhoso do Gerês (Castro Laboreiro, Peneda, Soajo, Amarela, Gerês, Larouco, Barroso, Cabreira, e no lado espanhol Santa Eufemia e Xurés).

Foto(s) Tirada(s) : Bouça-dos-Homens (01/12/2003 e 17/09/2005)

O Azevinho




O Azevinho (Ilex aquifolium) é um arbusto de folha persistente da família das Aquifoliaceae, cultivado normalmente para efeitos ornamentais devido aos seus frutos vermelhos.
Espécie da nossa Flora abundante na zona do Parque nacional da Peneda-Gerês, encontra-se geralmente junto ao rio.

Foto(s) Tirada(s) : São Bento do Cando (01/12/2003)

Gato Bravo - Espécie protegida e em vias de extinção

O gato-bravo europeu é semelhante ao gato-doméstico, distinguindo-se deste pela sua estatura, em geral, superior, robustez dos membros, coloração e comprimento da pelagem, cauda cilíndrica, espessa e truncada na extremidade. A coloração da pelagem é variável podendo distinguir-se três tipos: cinzenta, castanho claro ou, mais raramente, melânica. Possui uma ou mais bandas dorsais negras de extensão variável; cauda com anéis pretos normalmente completos em número variável; quatro ou cinco riscas negras na cabeça e duas outras grosseiramente paralelas de cada lado da face. A pelagem dos flancos apresenta um desenho riscado ou manchas negras muito imprecisas e frequentemente ausentes. Mento e garganta créme. Almofada do nariz cor-de-rosa circundada de negro. Vibrissas brancas. Patas beje-acinzentado na parte superior e negro na parte inferior, sendo percorridas, externamente, por raios. Podem existir ou não pequenas manchas brancas entre as patas dianteiras e na região inguinal (manchas brancas extensas no pescoço e no tórax serão características apresentadas por animais híbridos). Os machos pesam em média 5 Kg e as fêmeas 3.5 Kg. No entanto autores registaram variações sazonais no peso de até 2.5 Kg. Fórmula dentária: 3.1.3.1 / 3.1.2.1. O comprimento total do corpo e cauda é entre 60 e 110 cm e a altura ao garrote varia entre 35 e 40 cm. A longevidade máxima registada em gato-bravo foi de 15 anos mas estudos revelam uma elevada mortalidade por causas humanas como por exemplo caça ilegal e atropelamento.
O gato-bravo está associado, em especial no sul da Europa, a matagais mediterrânicos, florestas e bosques caducifólios ou mistos e, marginalmente, a florestas de coníferas. As zonas rochosas parecem ser um micro-habitat preferido. Em geral, as regiões ocupadas por gatos bravos caracterizam-se por densidade humana reduzida. As áreas de agricultura intensiva parecem ser evitadas. Estudos locais sobre a selecção do habitat desta espécie, inclusivamente em Portugal, revelaram preferência por bosques associados às linhas de água e uma elevada frequência de pinhais que parecem ser bons locais de repouso. Os prados parecem estar associados à actividade nocturna, possivelmente de caça de micromamíferos e coelhos.

O gato-bravo não parece ser uma espécie especialista, apresentando variações regionais na sua dieta. Os roedores parecem ser a base da sua dieta na área geral de ocorrência; no entanto o coelho-bravo surge por vezes como a principal presa, enquanto que as aves parecem ser de importância secundária. Estudos locais em Portugal indicaram também os roedores e os lagomorfos como as principais presas, tendo-se registado ainda a presença ocasional de reptéis e insectos e mais raramente artiodáctilos (corço, javali e gado), o que pode indiciar necrofagia.

A maturidade sexual dos gatos bravos é de 10-12 meses nas fêmeas e 9-10 meses nos machos. A época de acasalamento é no Inverno, entre Janeiro e Março; em Portugal talvez se inicie mais cedo, tal como os nascimentos das crias, referidos, na sua maioria, para Maio. O tempo de gestação é de 63 a 68 dias. As crias ficam com a mãe até aos 4-5 meses mas podem não se tornar independentes até aos 10 meses. Os machos podem ser sexualmente activos de Dezembro a Julho mas as fêmeas só excepcionalmente podem ter duas ninhadas num ano. O nº de crias por ninhada é de duas a quatro, geralmente duas.

Lobo Ibérico

A subespécie de lobo que habita a Península Ibérica designa-se cientificamente por Canis lupus signatus e foi descrita por Angel Cabrera em 1907. Outrora distribuindo-se por toda a Península, actualmente encontra-se circunscrita às regiões do Centro-Norte e Norte.
Estima-se que na Península Ibérica, sobrevivam entre 1600 a 1700 lobos, existindo entre 150 a 200 em território português. Durante o século XIX os lobos eram numerosos em Portugal ocupando todo o território nacional. Contudo, já em 1910 era notório o seu declínio e apesar do actual estatuto de conservação do lobo, os estudos até agora realizados sugerem que a população lupina em Portugal continua em declínio. As causas do declínio do lobo são a sua perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens - veado e corço. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães assilvestrados.
O lobo é considerado uma espécie animal com o estatuto de vulnerável segundo a "1990 IUCN Red List of Threatened Animals" da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e a "Lista Roja de los Vertebrados de España, 1986" do Instituto de Conservação da Natureza Espanhol (ICONA) e com o estatuto de espécie em perigo de extinção de acordo com o "Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal" (SNPRCN, 1990). O lobo consta ainda do Anexo II da Convenção relativa à Conservação da Vida Selvagem e dos Habitats Naturais da Europa (Convenção de Berna, 1979), do Anexo II da Convenção que regulamenta o Comércio de Espécies Selvagens (CITES) e do Anexo 2 do Regulamento 3626/82/CEE (SNPRCN, 1990). No nosso território, o lobo é totalmente protegido desde 1989 pelo Decreto-Lei 90/89.
A elaboração de uma estratégia que obste ao desaparecimento do último grande predador em Portugal e que vise a manutenção da sua viabilidade populacional deverá basear-se em conhecimentos profundos da ecologia e biologia deste carnívoro. Infelizmente, os conhecimentos actuais sobre o Lobo Ibérico são ainda insuficientes para o estabelecimento da desejada estratégia, pelo que se criou o Projecto Signatus.
Continuam a ser comuns as mortes por envenenamento e por armas de fogo, a captura com armadilhas, assim como, a remoção das crias das tocas (Petrucci-Fonseca 1993). A perseguição directa movida por pastores e caçadores - caça furtiva com armas de fogo, armadilhas e veneno - deve-se à crença generalizada que o lobo ataca o Homem e os animais domésticos.
Em relação ao ataque a humanos, existe apenas uma informação comprovada que se refere a um animal com raiva, doença que, felizmente, já há muitos anos se encontra irradicada de Portugal.
Actualmente, em Portugal, o lobo encontra-se confinado à região fronteiriça dos distritos de Viana do Castelo e Braga, à província de Trás-os-Montes e parte dos distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco.
Às causas históricas do declínio das populações lupinas, como sejam a sua perseguição directa e a das suas presas selvagens pelo Homem, acrescem, nos últimos anos, as alterações de habitat (devido sobretudo à destruição da floresta) e a diminuição do número de cabeças de gado (devido ao abandono da pastorícia tradicional) (Petrucci-Fonseca 1993, Petrucci-Fonseca et al. 1995).
A sua sobrevivência só será possível se lhe proporcionarmos refúgios adequados e presas naturais (corço, veado, e javali). Enquanto as suas presas naturais não existirem em densidade suficiente, há que aceitar que cause algumas baixas nos rebanhos, sendo os pastores indemnizados, sempre que se comprove que se trata de um ataque de lobo. A reintrodução de cervídeos - veado e corço - é fundamental para a sobrevivência dos últimos Lobos Ibéricos.
A escassez de presas naturais, provocada pela excessiva pressão cinegética sobre os cervídeos e pela destruição do seu habitat, leva a que, de facto, os lobos por vezes ataquem os animais domésticos (MOREIRA 1992; PETRUCCI-FONSECA 1990). No entanto, em áreas onde as presas naturais abundam, os prejuízos provocados pelo lobo no gado são quase inexistentes (VAN HAAFTEN 1983; MOREIRA 1992). Ao mesmo tempo, pensa-se que presentemente existam centenas de cães abandonados a vaguear pelo país, que competem com o lobo na procura de alimento e que com ele podem hibridar, sendo provavelmente responsáveis por muitos dos ataques a animais domésticos incorrectamente atribuídos ao lobo.